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Jornalismo Cultural

Manifestação marca 1 ano do assassinato de Marielle Franco

Marielle

Em 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco (PSOL) foi executada no Rio de Janeiro. Um ano após o crime, a pergunta “Quem mandou matar Marielle?” ressoou nos gritos da multidão reunida na Concha Acústica na última quinta-feira dia 14. O Festival Marielle Vive integra a programação da Jornada Feminista Vivas Resistimos, organizada pela Frente Feminista de Londrina; união suprapartidária ligada a coletivos e militantes feministas independentes.

Por Bruna Miyuki e Bruno Codogno
Fotos Bruno Codogno

Uma das organizadoras do evento, Meire Moreno, explica a escolha da data. “No mês de março, o movimento feminista realiza uma série de atividades para chamar atenção para as desigualdades e violências que as mulheres sofrem e neste ano a gente não podia deixar de lembrar um ano do assassinato covarde da Marielle Franco e do Anderson”. Moreno, que trabalhou na escola de Matheus Evangelista, também relembrou o assassinato do estudante de 18 anos que ela afirma “Era lembrado por sua responsabilidade e pela posição que ocupava dentro da família”.

O ato de quinta-feira foi marcado por uma atmosfera de fraternidade, era um espaço em que a tristeza e a indignação podiam ser compartilhadas. Em meio aos pingos de chuva que insistiam em cair, guarda-chuvas foram disponibilizados pela organização do evento e assim seguiu a celebração  da vida e força de Marielle. As cinco vozes das meninas da capoeira abriram a noite com um canto doloroso que lembrava o nome da vereadora carioca. Ângela Leonardo, organizadora do evento e integrante do Coletivo Feminista Classista Marielle Franco – parte da Frente Feminista de Londrina – relembra o exemplo de luta de Marielle.

O festival também contou com a banda de resistência Fugitivos da Cuíca. Luiza Braga, vocalista da banda, entoou o samba enredo “Histórias para Ninar Gente Grande” da escola de samba Mangueira. A escola foi campeã do carnaval 2019 com um desfile sobre a “história que a história não conta”. Havia um espírito de luta e comunhão que contagiava a todas e todos. Em seu discurso de abertura, Luiza Braga ressaltou que a data era de profundo pesar pelo assassinato de Marielle e relembrou que é necessário proteger as lideranças populares e se unir também em momentos de vida.

Além dos Fugitivos da Cuíca, o Festival contou com o grupo Pisada da Jurema, formado integralmente por mulheres, e a cantora Ariel Trippy. A expressão da cultura como resistência foi uma das questões que permearam a noite. Luiza Braga explica a importância da cultura e de sua preservação.

Mais informações sobre as atividades da Frente Feminista de Londrina estão disponíveis na página do facebook: https://www.facebook.com/8mfrentefeminista.