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Marginália

Pelo meu pai, minha mãe e meu totó

Na semana do impeachment da Presidente, o Marginália fala sobre assuntos que estão passando de forma despercebida pela mídia e significam uma perca muito maior para o país do que os golpes que viraram mantra nas rodas de discussão.

O trabalho desenvolvido pela mídia, priorizando certos assuntos e opiniões e mantendo outras a margem das discussões começou a ser estudado por Walter Lippman, jornalista norte-americano de grande atuação em pesquisas de opinião nos Estados Unidos da primeira metade do século passado, Lippman constituiu uma das mais respeitadas obras de estudos da cultura de massa e opinião pública da época Para ele, ” a notícia não é um espelho das condições sociais, mas um relato de um aspecto que se impôs”.

No entanto, a formulação clássica do conceito surge nos Estados Unidos no final da década de sessenta com Maxwell E. McCombs e Donald Shaw.

(…) em consequência da ação dos jornais, da televisão e dos outros meios de informação, o público sabe ou ignora, presta atenção ou descura, realça ou negligencia elementos específicos dos cenários públicos. As pessoas têm tendência para incluir ou excluir dos seus próprios conhecimentos aquilo que o mass media incluem ou excluem do seu próprio conteúdo. Além disso, o público tende aquilo que esse conteúdo inclui uma importância que reflete de perto a ênfase atribuída pelos mass media aos acontecimentos, aos problemas, às pessoas.” Donald Shaw , 1979

O Agendamento efeito social da mídia que compreende a seleção, disposição e incidência de notícias sobre os temas que o público falará e discutirá. As pessoas não respondem diretamente aos fatos do mundo real, mas que vivem em um pseudo-ambiente composto pelas “imagens em nossas cabeças”. A mídia teria papel importante no fornecimento e geração destas imagens e na configuração deste pseudo-ambiente.

Na playlist vai rolar os sons de Gil Scott Heron, Public Enemy, Rage Against the Machine, Molotov, Plebe Rude, Titão, Garotos Podres, BNegão, Calle 13 e Zé Geraldo.

Crédito/imagem: Captain Spaulding en House of 1000 corpses

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