Loading...
Marginália

Os segregados sociais: Maternidade, negritudes e indígenas

Segregados Sociais

No dia 13 de maio juntou duas datas comemorativas, o dia das mães e a comemoração dos 130 anos da abolição da escravatura no país. Porém, a realidade social que se apresenta nesse final de década, nos leva muitas vezes a crer que pouca coisa mudou nesses anos que se passaram, tanto na questão escravagista, quanto na questão do ‘ser’ mãe.

Se no final do século XIX, quando os movimentos feministas e antiescravagistas lutavam pela mudança nas leis, as mulheres nas fábricas e os escravos nas lavouras trabalhavam em média 12h por dia, hoje vivenciamos a mesma realidade mas agora o senhor feudal se chama aluguel, telefone, energia, combustível, boletos.

E o discurso de que tudo é ‘mimimi’ vem fazendo com que se minimize os reais números da segregação social. Se antes as mães não tinham direito nem sobre os seus filhos, hoje vivemos uma realidade inversa onde nos últimos 20 anos o número de lares chefiados por mulheres subiu de 23% para 40%.

O país, detentor da terceira colocação no ranking de países com maiores populações carcerárias, continua mantendo os números da desigualdade. Cerca de 70% dos presos são negros. Em contrapartida, no senado, 75% dos representantes da população são brancos, em torno de 19% são pardos e apenas 4,9% são negros.

As mulheres não ficam atrás na falta de representatividade, em comparação, no Brasil, existem menos mulheres em cargos políticos do que no Afeganistão. Se o número de candidatas gira em torno de 30%, o número de eleitas mal chega em 10%. No quesito mulheres na política ocupamos o 115° lugar no ranking mundial.

Se formos falar da população indígena os dados são ainda mais alarmantes.  Enquanto em quase toda América latina existe um aumento da representatividade política dos ameríndios, no Brasil esses números são nulos, inexistentes.