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Marginália

O rombo na previdência dos brasileiros

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No Marginália dessa semana trata sobre o chamado rombo da previdência, os perdões as dívidas e as isenções fiscais dadas à grandes empresas, petrolíferas e bancos pelo atual governo. Na playlist o som dos Malditos.

No dia 02 de novembro de 2017 a BBC Brasil abria novamente a discussão: Afinal, existe mesmo rombo na previdência? Segundo cálculos da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) citados pela CPI, a Seguridade Social apresentou em média saldo anual positivo de R$ 50 bilhões entre 2005 e 2016.

O único saldo negativo desse período, de R$ 57 bilhões, ocorreu no ano passado – segundo a Anfip isso foi reflexo da crise econômica, que reduziu a arrecadação de tributos, mas trata-se de uma situação conjuntural que será revertida com a retomada da economia.

Entre as mudanças ocorridas com a reforma da previdência o aumento de 15 para 25 anos do tempo mínimo de contribuição, um problema social, dado o enorme mercado informal e a rotatividade no mercado formal de trabalho, a maioria alcançará a idade de 65 anos sem conseguir comprovar os 25 anos de contribuição. E mesmo que consiga comprovar os 25 anos, receberá apenas 76% do benefício, tendo que contribuir por 49 anos para receber o valor máximo.

Ao mesmo tempo em que o governo enxuga as contas da Previdência atingindo milhões de trabalhadores brasileiros, os jornais noticiam os valores devidos e isentados pelo mesmo governo a grandes empresas e bancos.

Em setembro a CBN noticiava que a dívida da JBS com a previdência chegava a R$420 bilhões, equivalente ao triplo do chamado “rombo” da Previdência em 2016. A bondade do governo brasileiro no perdão das dívidas também beneficiou o Banco Itaú que deixou de pagar aos cofres públicos R$25 bilhões em Impostos e Contribuições sociais.

E dezembro iniciou com a aprovação da MP do trilhão para o setor do petróleo. Enquanto os salários e investimentos foram congelados por 20 anos, a proposta amplia as isenções para a indústria do petróleo até 20, com valores que podem ultrapassar R$ 1 trilhão em 25 anos.

Por essas e outras que o programa finaliza com um salve a jovem que abordou o senador Romero Jucá dentro de um avião com a frase “E aí, senador? Conseguiu estancar a sangria?” e ao Sargento Fabrício Araújo que roubou um caminhão de bombeiro e dirigiu-se a Esplanada avisando: – Não vou matar ninguém não, não vou machucar ninguém! Era só pra assustar mesmo! Salve! Salve Araújo!