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Marginália

O livro Multiculturalismo Revolucionário

Multiculturalismo

O programa Marginália essa semana fala sobre as relações de trabalho com a ótica apresentada por Peter McLaren em seu livro Multiculturalismo Revolucionário.

Na playlist o som das bandas africanas Orchestre Poly Rythmo, de Cotonou; Dobet Gnahoré, da Costa do Marfim; Teriba trio, do Benin; Asa, da Nigéria; banda Yellen e rapper Smarty, de Burkina Faso; do cantor Elemotho, da Namíbia e da cantora Oum, do Marrocos.

McLaren afirma que,  viver com um mínimo de condições está ficando cada vez mais difícil, com o passar do tempo, para milhões de habitantes do terceiro mundo, assim como para os do primeiro, incluindo milhões nos Estados Unidos.

O capitalismo global está excluindo grandes quantidades de pessoas do mercado e do trabalho formal, enquanto os pobres, presos na armadilha das arenas pós-fordistas da reestruturação lobal e nos sistemas de especialização flexível, parecem menos capazes de organizarem-se em movimentos sociais estáveis e homogêneos.

Formas padronizadas de produção de massa, nas quais as companhias se reinstrumentalizam e mantêm baixos os custos de produção para serem competitivas no mercado mundial, estão desaparecendo.

Economias de eficiência global estão evitando o controle de dinheiro e informação exercido pelos estados-nação.

Os mercados de trabalho estão tornando-se cada vez mais segmentados, à medida que os trabalhadores de tempo integral são substituídos por outros em jornadas parciais, que não conseguem garantir nem mesmo benefícios médicos ou dentários.

O multiculturalismo revolucionário dá suporte a luta pelo hibridismo pós-colonial. Na atual conjuntura histórica, com seu apelo ao universalismo, sua visão totalitária da história, sua concepção etnocêntrica da cultura e sua celebração da ganância e do individualismo.

As questões que se colocam sobre a linguagem e a teoria podem começar pelas condições necessárias para desenvolver formas de prática teórica capazes de conceber a história como sendo o discurso do outro, de reivindicar democracia como um espaço de luta dentro de uma visão mais ampla e de desenvolver uma ética radical que rejeite o definitivo e o consenso em nome da voz da diferença e do diálogo.