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Marginália

Não importa a cor quando duas mão estão juntas projetando a mesma sombra.

Essa semana o programa Marginália apresenta a nova música africana em referência ao 25 de maio, Dia Internacional da África. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, em homenagem a criação da Organização da Unidade Africana.

A cultura africana é extremamente diversificada, cada tribo tem a sua religião e o seu idioma. Culturalmente eles diferem muito entre si, falam um vasto número de línguas, praticam diferentes religiões, vivem em habitações diversificadas e se envolvem em inúmeras atividades econômicas.

A música brasileira não seria nada do que é hoje não fosse a cultura afro-brasileira, que através de milhares de anos, conseguiu influenciar e modificar a música popular, influenciando também nas danças e criando ritmos como: Samba, Maracatu, Afoxé, Congada, Lundu e a Capoeira.

A influência africana no processo de formação na música brasileira começou a ser delineada a partir do tráfico negreiro. Os africanos possuíam uma grande diversidade cultural devido à sua origem distinta, pois, eram de diversas regiões do continente africano.

Já, no Brasil esses africanos souberam reviver suas culturas de origem e recriaram novas práticas culturais através do contatocom outras culturas (portugueses e índios).A percussão, por exemplo, é um símbolo de resistência cultural.

Os batuques, trazidos pelos africanos, eram utilizados como elementos religiosos em suas terras, mas, foi a partir do século XIX na cidade do Rio de Janeiro, com o surgimento de aglomerados iorubás (cultura africana), no centro da cidade, que foi possível a mistura dos batuques com o som do maxixe e da polpa, outros ritmos da época, que permitiu o surgimento das primeiras rodas de samba brasileiras.

A presença dessa africanidade torna-se mais aparente nos últimos vinte anos, com o advento da internet e a ampliação absurda da disseminação de conhecimentos vemos as barreiras de distâncias territoriais cada vez existirem menos.

Na playlist o som de Café Negro, M’vula, Toty As Med, Vanda Kupala, Eva Rapdiva, Helder Mender, Neblina, Aline Frazão e Tinariwen.