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Especial

MST na Prefeitura – Manifestantes se reúnem com Prefeito Marcelo Belinati

(Atualizado 17h30)
O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, secretários municipais e o assessor especial para Assuntos Fundiários da Casa Civil do Estado do Paraná, Hamilton Serighelli se reuniram com representantes do assentamento Eli Vive I e II, na manhã desta quinta-feira (13), no auditório da Prefeitura. Conforme publicado anteriormente, a reunião teve o objetivo de definir as reivindicações do movimento, que estava acampado desde ontem no paço municipal.

Por Bruno Leonel (Fotos  Bruno Lourenço e assessoria)

Em relação à construção da escola municipal, representantes da Secretaria de Educação informaram que estão com o projeto pronto, terreno legalizado e aguardam recurso do governo federal por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR), do Ministério da Educação. O próximo passo será uma agenda do prefeito com o ministro da Educação para tratar do assunto. Sobre a contratação de professores para as escolas do campo, a Secretaria Municipal de Recursos Humanos já está finalizando o processo para efetivação da contratação até o primeiro semestre de 2019.

Prefeito se reuniu nesta quinta (13) com membros do Movimento dos Trabalhadores sem Terra – Foto: Vivian Honorato/N.com

 

Os trabalhadores acampados são moradores do Assentamento Eli Vive (na região de Lerrovile), solicitam melhorias na região, entre elas recuperação dos 107 quilômetros de estradas rurais, novos prédios para as escolas e uma unidade básica de saúde dentro do assentamento. Mais de 3 mil pessoas trabalham hoje ligados ao assentamento, segundo membros do próprio movimento dos trabalhadores.

As famílias ligadas ao Movimento chegaram à Prefeitura de Londrina por volta das 8h30 da última quarta (12) – Foto: Bruno Lourenço

Nas negociações, os trabalhadores reclamam a presença de representantes dos órgãos municipais responsáveis, além do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e MP (Ministério Público). Segundo o Diretor Estadual do MST, Jauri Dias, as estradas são um dos principais impedimentos hoje para o desenvolvimento e autonomia da região. “Estávamos dialogando (com a Prefeitura e com o INCRA), mas não chegamos a avançar neste sentido… Aí resolvemos vir até a Prefeitura. Nós gostaríamos que a situação fosse resolvida da forma melhor, pacífica’, contou Dias à reportagem da Alma Londrina. Confira entrevista:

Um convênio para a recuperação das estradas do assentamento foi assinado pela prefeitura em 2014 e previa a destinação de R$ 3 milhões para as obras. Na época, os cálculos indicavam que o dinheiro seria suficiente para readequar 80 quilômetros na região. A execução do projeto nunca saiu do papel e agora, com a alta no preço dos materiais, há uma discussão sobre o novo valor necessário para encaminhamento das reformas.