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Jornalismo Cultural

Mídia, segurança e liberdade de expressão

Liberdade

O evento realizado pela Criar Brasil, no Rio de Janeiro, promoveu o encontro com cerca de 20 participantes de mídias comunitárias e livres, coletivos e organizações que trabalham com a comunicação cidadã. Foram três dias, de 28 de Fevereiro a 02 de Março, onde o tema da mídia, segurança e liberdade de expressão, violação de direitos e segurança dos jornalistas comunitários estiveram em debate.

Além da discussão sobre o tema, os comunicadores e comunicadoras participam de oficina de memes, videoativismo e segurança digital. O Encontro é parte do projeto Direitos e Segurança de Jornalistas Comunitários, realizado pelo Criar Brasil com a cooperação da UNESCO. A equipe do Criar Brasil é formada pelos coordenadores Márcia Vales, Douglas Vieira e Adriana Maria, o jornalista e professor da UFRJ, João Malerba, o assistente administrativo, Paulo Roberto de Lima, a estagiária Thamyres Lopes.  

Entre os participantes estão a advogada Mariana Rielli e o jornalista Thiago Firbida, da Ong Artigo 19, voltada para Direitos Humanos, especificamente liberdade de expressão e acesso à informação, trabalhando na perspectiva de proteção jurídica a comunicadores em manifestações. Juliana César Nunes, da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, COJIRA.

A jornalista e coordenadora da Rádio indígena Yandê, Renata Machado. Ana Claudino, do canal Sapatão Amiga, que traz dicas para a comunidade LGBT, principalmente garotas lésbicas negras. O Museólogo e Jornalista, Thainã de Medeiros, integrante do Coletivo Papo Reto, de produção audiovisual para Direitos Humanos no Complexo do Alemão.

Ellan Barreto, o Rapper Okado do Canal, membro do Favela News, coletivo audiovisual de Recife, PE. que desenvolve o trabalho na favela do Arruda, mostrando o que a favela tem de positivo. Livia Teodoro, historiadora, comunicadora, feminista, mulher negra, autora do blog e do canal Na Veia Da Nega, de Belo Horizonte, MG.

Denise Viola, radialista feminista, Coordenadora da Associação Mundial de Rádios Comunitárias Brasil e integrante da Rede de Mulheres da AMARC e da Rede de Mulheres em Comunicação. Jaqueline Deister, jornalista do Brasil de Fato, no Rio de Janeiro, jornal que atua na internet, Rádio e impresso, trazendo uma visão popular do Brasil e do mundo.

Adenilson Verga, Geleardi Barbosa e Michele Concianza, Guaranis Kaiowás do Mato Grosso do Sul, integrantes do coletivo audiovisual Ascuri. Nilson José, coordenador da Rádio Comunitária Esperança, na cidade de Queimada Nova, no Piauí, do movimento negro Quilombola. Cláudia Neves, jornalista da Rádio Comunitária de Heliópolis, SP.

Paulo Miranda, jornalista, Diretor da TV Comunitária Brasília, DF. Josinaldo Medeiros, membro do Coletivo de mídia audiovisual do Complexo da Maré, Maré Vive. Revista eletrônica que resgata a memória do complexo. Paula Bonfatti, jornalista, coordenadora de comunicação da revista Viração, de São Paulo, voltada para movimentos sociais de adolescentes. Denise Marchon, comunicadora da Rádio Comunitária Sideral FM, de Maricá, RJ.

Bruna Zanolli, feminista, comunicadora e radialista livre de São Paulo, do movimento software livre e integrante do Coletivo Vedetas (vedetas.org). Elis Lucien, educadora social, no projeto Saúde e Alegria, de Santarém, PA e Eliane Rodrigues, coordenadora da Rádio Alternativa de Nazaré da Mata, PE. E Daniel Thomas, jornalista, coordenador geral e da AlmA Londrina Rádio Web.

No primeiro dia do evento tivemos também a participação de Adauto Cândido Soares, Coordenador do setor de Comunicação e Informação da Unesco. Segundo Soares, o Rádio é tido como veículo de comunicação prioritário pela Unesco, que tem como foco o desenvolvimento das comunicações: privada, pública e comunitária. Sendo seus pilares o pluralismo, a liberdade de expressão, independência e segurança.

Nossa entrevista foi realizada em conjunto com o comunicador Nilson José, da rádio comunitária Esperança. Nilson perguntou sobre a missão da Unesco no que diz respeito a segurança dos jornalistas e comunicadores. Questionou sobre como a Unesco poderia ajudar em relação ao cenário de repressão e marginalização muitas vezes sofridas por veículos de comunicação popular e comunitária, chegando até ao acontecimento de perseguições e massacres à suas lideranças.

Adauto ainda elencou três datas importantes para a Unesco, o Dia Mundial do Rádio, no dia 03 de Fevereiro, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, no dia 03 de Maio, e o Dia Mundial de Combate à Impunidade de Crimes Contra Jornalistas, no dia 02 de Novembro. Destacando uma atenção especial ao modelo dos currículos de comunicação e informação, que devem garantir a qualidade dos currículos de professores e jornalistas, pois se vê que quando um país começa a perder sua democracia, a qualidade dos cursos de jornalismo oscila.

Depois de conversar com Adauto, falamos com Iara Martins, integrante do Intervozes, Coletivo Brasil de Comunicação Social, que falou sobre a importância do direito a comunicação para jovens, além dos principais problemas no sistema de comunicação do Brasil e a importância de novos veículos de comunicação.

Para finalizar, conversamos também com João Malerba, um dos responsáveis pelo encontro. Ele conversou sobre o principal objetivo do evento, como foi feita a curadoria dos participantes e o que motivou este projeto.