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Jornalismo Cultural

Expo Tattoo: máquinas à flor da pele

Foram 70 estandes, 160 tatuadores cadastrados no evento e muita gente querendo rabiscar a arte na pele. Este é o resultado da primeira edição da Expo Tattoo de Londrina que aconteceu neste final de semana no Iate Clube.

Foto: Carlos Fofaun Fortes

Por Beatriz Dias

O sucesso de publico impressionou a organizadora Larissa Nicolini, que estava tentando realizar o evento desde 2009. Ela contou que a Expo Tatto de Londrina já chegou com titulo de maior do norte do Paraná e com o sucesso da primeira edição, já está confirmada a segunda, em setembro do ano que vem.

Apesar da tatuagem ser algo comum hoje em dia, algumas pessoas concordam que o preconceito ainda existe, principalmente no mercado de trabalho. André Rizzo, que é medico veterinário, estava tatuando um lince no braço. Ele, que tem outros felinos tatuados pelo corpo, aprovou o evento “tem que difundir mais mesmo, porque muitas pessoas ainda têm preconceito, acham que tatuagem é coisa de marginal, mas ela não muda em nada o lado profissional”, comentou o veterinário. A  biomédica Amanda Ferreira foi prestigiar um amigo que é tatuador e resolveu fazer uma nova tatuagem “a minha família não gosta muito não, foram criados em outra época, mas eles respeitam a minha decisão”, disse ela.

Mesmo assim não dá pra negar que a arte cresceu muito nos últimos anos. Para a tatuadora Lisiane VCK o diferente hoje em dia é quem não tem nenhuma tatuagem “acho que um dia vai ser estranho quem não tiver pelo menos uma tatuagem, pra mim já é, e também virou uma questão de moda, as pessoas chegam ao meu estúdio querendo fazer uma tatuagem, mas nem sabem o desenho que querem. Ai eu aconselho esperar e conversamos”, orientou a tatuadora.

A segunda edição da Expo Tattoo de Londrina acontecerá em setembro de 2018.