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Marginália

Ultraliberal ThinkTank – escola de Mises

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Essa semana o programa Marginália fala das conexões entre o avanço da direita ultraliberal — no Brasil e em outros países latino-americanos.

O assunto foi motivado pelo caso do museu do Santander Cultural, em Porto Alegre, que foi fechado e a exposição em cartaz, denominada Queermuseu, cancelada, após ataques registrados nas redes sociais e no interior da exposição nos últimos dias.

Em comunicado no Facebook, a instituição afirmou que “o objetivo do Santander Cultural é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia”. A exposição entrou em cartaz no dia 15 de agosto e ficaria até o dia 8 de outubro.

O avanço da direita ultraliberal e sua ligação com movimentos ultra conservadores no Brasil talvez seja bem definido pela frase usada por inúmeros protestantes do MBL “Menos Marx, mais Mises”. Em seu discurso, o pensador defende o fascismo como “menos autoritário que o regime stalinista”.

A Atlas Network — thinktank legalmente denominado Atlas Economic Research Foundation, sediado em Washington, D.C. — atua, desde 1981, na defesa e propagação de concepções da direita ultraliberal, com organizações parceiras em todos os continentes.

Nos sites dessas organizações são citados, frequentemente, um dos maiores expoentes da chamada “Escola Austríaca de Economia”, Ludwig von Mises (1881- 1973) — principalmente seu livro Ação humana: um tratado sobre economia, de 1940.

Acerca do financiamento da Atlas Network, segundo consta no site, a organização não recebe recursos governamentais, apenas privados: de corporações, fundações ou doações individuais.

É registrada como uma organização sem fins lucrativos. Portanto, todas as doações feitas nos Estados Unidos são dedutíveis de impostos. Entre os patrocinadores da Atlas Network, estão os irmãos Koch, bilionários norte-americanos cujas empresas atuam, entre outros setores, com petróleo e gás.

A “teoria” de Mises é primária, pueril e inconsequente. Mais parece a simples projeção de sua própria frustração e ressentimento contra aquilo de que não gosta, sem consistência teórica alguma.

Há organizações com sedes em cidades do México, países centro-americanos e caribenhos. Entre os países latino-americanos, aqueles com o maior número de organizações são a Argentina, com doze; Brasil, onze; e Chile, com dez. Em seguida, aparecem na lista o Peru, com oito; Costa Rica e México, cinco em cada um; Bolívia, Uruguai e Venezuela, com quatro em cada país.

Na playlist o som de Beady eye, Canserbero, John Lennon, Oriente, Plebe Rude, Public Enemy, The Who e Titãs.