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Marginália

Educação e cultura pegando fogo

Essa semana o Marginália aborda o incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro, a aprovação da terceirização irrestrita e a greve de professores e alunos na Argentina, ao som de Alzira Espíndola, Ângela Ro Ro, Carne Doce, Danna Lisboa, Ekena, Juçara Marçal, Lan Lahn e os Elaines, Maria Beraldo, Ná Ozetti, Soledad.

Nesse último mês, no qual o Marginália fez um breve recesso, foram tantos acontecimentos que ficou difícil escolher apenas um tema para a volta do programa.

Durante o Congresso de Narrativas Audiovisuais em Córdoba que participamos, foi chocante ver como o feminismo grita por meio das paredes da Universidad Nacional. Um grito que acompanha denúncia de estupros, abusos e ofensas, inclusive por parte de professores.

Chamou atenção também a greve geral das universidades públicas, que levou para as ruas milhares de professores e alunos para protestarem contra o sucateamento da educação e as diferentes formas de contratação de docentes e servidores, que exigem os mesmos direitos que os trabalhadores concursados.

Isso nos traz de volta ao Brasil, e a aprovação da terceirização irrestrita, algo muito semelhante ao que levou nossos Hermanos argentinos para as ruas. Enquanto o povo brasileiro acompanhava voto a voto a decisão sobre a candidatura do ex-presidente Lula, a lei que burla a CLT e possibilita a perda dos direitos dos trabalhadores era aprovada sem que houvesse nenhum tipo de mobilização para detê-la.

Por fim, o incêndio no Museu Nacional é o retrato da decadência da cultura e da educação no país.  Sinônimo da falta de respeito dos políticos com nosso patrimônio e demonstração clara de que o compromisso dos nossos eleitos está com as grandes empresas multinacionais e com as instituições bancárias.

“Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado.” Emília Viotti da Costa.