Loading...
É Babado, Kyrida

Desabrocha o primeiro programa do É Babado, Kyrida.

Logo no primeiro programa do “É Babado, Kyrida!” já mostra a que veio. Com os quadros “É Bafo, Mona”, “Bota a Cara no Sol”, “Almanaca” e uma trilha sonora babadeira, já chegou reivindicando o reconhecimento e os direitos das travestis e trans numa sociedade injusta e cruel, que nega o mais básico a quem julgam ser imoral.

Wiliam Peres, psicólogo e professor da UNESP, conta no “É Bafo, Mona” a história do início do movimento LGBT e da importância do protagonismo travesti nesse processo. O quadro abre o programa de estreia e não é à toa, trata-se afirmar e reafirmar a importância de conhecer bem as características e lutas do movimento desde o início.

No quadro “Bota a Cara no Sol”, que busca trazer histórias da realidade da população trans e travesti, a atriz Linaê Mello reivindica o direito ao respeito de seu nome social. Linaê conta da lamentável experiência de ter ido a uma unidade básica de Saúde e lidado com o total despreparo dos funcionários que desconheciam a possibilidade do cadastro do nome social no SUS, causando uma situação constrangedora e absurda, inclusive repetindo o seu nome de registro diversas vezes, o que ela considera hediondo.

A secretaria de relações internacionais da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), a doutora e travesti Adriana Sales, é entrevistada no quadro “Almanaca”, ela esclarece os direitos e desafios na garantia do direito ao nome social. Sales explica muito bem a importância do nome na garantia da existência, através da prestação de serviços públicos.

A trilha musical dessa primeira edição fica por conta da música de Cida Moreira, “Geni e Zepelim”, que ilustra bem parte da luta dos movimentos LGBT’s. A música, através de expressões agressivas e revolta, retrata a luta contra a misoginia e o falso moralismo.