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Jornalismo Cultural

Começa o Palco AlmA Londrina 2019

Palco

A primeira noite do Palco AlmA Londrina 2019 foi marcada pela atmosfera do rock no Valentino. A edição de 2019 do festival começou com a banda londrinense Beatrice que retorna com toda força aos palcos após um hiato de dez anos. O engajamento de Suy Correia ( vocal e guitarra), Mayara Scudeler (guitarra), Isabela Gomes (bateria) e Catia Simões (baixo) envolveu o público em um rock clássico, mas cheio de originalidade. A longa trajetória da banda, que começou quando as integrantes ainda estavam na escola, transborda na qualidade sonora.

Reportagem e fotos por Bruna Miyuki e Bruno Codogno

Crappy Jazz
Fotos: Bruna Miyuki / Bruno Codogno

Em seguida, foi o momento de bater cabeças com o noisy rock do Crappy Jazz. A banda londrinense agitou o público, que não conteve os ânimos diante dos gritos guturais de Renan Sanches (vocal) que se uniu recentemente à formação original de Silva Leonel (baixo e vocal) e Yuri Muller (bateria). O repertório da banda remeteu ao primeiro álbum lançado em 2018, “Véspera”. As influências hardcore, noise e de música regional transparecem em um som coerente, porém diverso e capaz de deixar o público embevecido.

O encerramento da primeira noite de shows do Palco Alma foi também o fechamento de um ciclo para a The Shorts. A banda curitibana fechou a turnê de shows do seu disco Dawn (2016) no Palco Alma. Com uma trajetória curta, mas intensa, a The Shorts já passou por festivais como o Popload Gig, onde tocou ao lado de bandas como Unknown Mortal Orchestra. O rock alternativo que explora a sintetizadora no vocal, enfeitiçou a todos.

Natasha Durski, The Shorts
Fotos Bruna Miyuki / Bruno Codogno

O grupo de Natasha Durski (voz e sintetizadores), Andreza Michel (baixo e backing vocal), Matheus Reinert (guitarra) e Babi Age (bateria) fechou a turnê com uma performance marcante. Emocionada pelo encerramento deste ciclo, a vocalista Natasha Durski saiu satisfeita do palco e abriu espaço para que Suy Correia da banda Beatrice retornasse. “Esse é o encerramento da noite das minas”, disse Correia que fez uma jam ao lado de Babi Age e Andreza Michel.

O intercâmbio entre bandas, é uma das prioridades do festival. “Sempre buscamos valorizar os artistas locais, mas também trazer artistas de fora para promover esse intercâmbio entre os artistas locais e os de fora. A partir disso, podem surgir coisas novas e muito boas desse processo. Além de fazer com que o público tenha acesso a bandas novas de um cenário que a mídia de massas não mostra”, conta o coordenador da AlmA Londrina Rádio Web e produtor do Palco Alma Londrina, Daniel Thomas.

Cultura e filantropia

O festival também manteve seu caráter plural que busca englobar as várias manifestações culturais da cena underground. A presença do projeto Passos Para o Futuro animou a noite ao lado da discotecagem e impressionou a todos com os passos rápidos e intensos do C-Walk. O projeto do professor Vasco leva o C-Walk para crianças e adolescentes de regiões periféricas de Londrina.

C-Walk com projeto Passos pro Futuro
Fotos Bruna Miyuki / Bruno Codogno

Além de proporcionar uma noite marcante, o festival também conseguiu arrecadações para o Nuselon (Núcleo Social Evangélico de Londrina) por meio da coleta de alimentos não perecíveis na entrada. O Nuselon é uma entidade filantrópica que promove atendimento para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou risco pessoal e social.

Programação

A programação do Palco AlmA Londrina 2019 segue valorizando a pluralidade e o som autoral em outros dois eventos: no dia 10/08 no Cativeiro Bar com Senzala High Tech, Uzi e Etnyah e no dia 19/10 na Vila Cultural Alma Brasil com Raíssa Fayet, Maracatu Semente de Angola e Caburé Canela.