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Especial

Educação – Pós-graduandos da UEL participam de manifestação nacional nesta quarta

Pós-graduandos participam de manifestação nacional nesta quarta em Londrina

Estudantes dos cursos de Pós-graduação da UEL participam nesta quarta-feira (2), no Calçadão de Londrina, de uma manifestação em defesa da pesquisa, da ciência e da Universidade. O movimento é nacional e prevê atos públicos nos dias 2 e 3 de outubro, reunindo estudantes de todo o país, seguindo orientação da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG).

Por Bruno Leonel (Com informações da assessoria de imprensa)

Em Londrina a manifestação acontece às 13 horas, no Calçadão, próximo ao número 500. Os estudantes farão um corpo a corpo com a população, distribuindo panfletos que explicam os efeitos dos últimos cortes promovidos pelo Governo Federal. Só no mês de setembro mais de 5 mil bolsas (de mestrado e doutorado) foram cortadas em todo o Brasil.

A manifestação em Londrina foi decidida em assembleia realizada na última segunda-feira, dia 30, com representantes dos programas de pós-graduação da UEL. Eles decidiram aderir ao movimento nacional e indicaram a criação de um conselho dos estudantes da pós-graduação da UEL. Segundo Luciana Freitas, estudante de mestrado em Serviço Social, a manifestação busca um diálogo com a comunidade, para demonstrar como os cortes de bolsas atingem a pesquisa e a Universidade, causando reflexo à toda a sociedade. “Não vamos aceitar passivamente os desmontes”, afirma.

De acordo com informações divulgadas pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (Proppg), a UEL deverá sofrer uma redução de aproximadamente 25% no repasse de recursos destinados a bolsas de pesquisadores, em virtude do contingenciamento e dos cortes anunciados pelo Governo Federal desde fevereiro deste ano. Em números absolutos, a Universidade captava no início de 2019 cerca de R$ 27 milhões/ano em bolsas direcionadas a mais de 1,5 mil pesquisadores de várias áreas distribuídos em 50 Programas de Mestrado e Doutorado, além de bolsistas dos níveis de ensino médio (IC Júnior), graduação, pós-doutorado e docentes com bolsas de produtividade em pesquisa.

Com os cortes anunciados pela Coordenação de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e pelo CNPq, a Universidade deverá fechar o ano com pouco mais de 600 pesquisadores com bolsas dos programas nacionais, um impacto de aproximadamente R$ 7 milhões na economia local.