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Jornalismo Cultural

Música – Casa da Dona Alice lança session da música A Dança do Sol

Após o lançamento de seu EP de estreia, “Itinerário”, no primeiro semestre do ano, a Casa da Dona Alice, de Londrina, lançou na última semana um novo single, intitulado A Dança do Sol. O material foi disponibilizado em vídeo no formato de live session (Produzido pela Tapete Voador Records) e mostra a banda tocando em uma sala, cercada por livros e estantes, o que dá um certo clima intimista ao vídeo – e faz até um certo contraponto em relação à letra da música,  enquanto tocam uma música ligada à temáticas espaciais dos astros (veja a seguir).

Por Bruno Leonel (Foto Lucas Klepa)

Segundo a banda, a ideia de lançar o single nesse formato veio da necessidade de um material em vídeo para o público: “Decidimos gravar nesse formato de live session porque não fizemos nada em vídeo com o Itinerário. O vídeo constrói um elo, uma proximidade muito grande com o público e tem um alcance maior. Temos nosso EP lançado, mas as pessoas não nos veem. Fica algo abstrato. Com o vídeo, ainda mais tocando ao vivo, ficamos mais íntimos das pessoas”, conta o vocalista Lucas Freitas.

A música foi escrita após a conclusão do EP ‘Itinerário’. A ‘Dança do Sol’ é uma composição do vocalista Lucas, mas com os arranjos em conjunto. “Escrevi essa música depois de ler um texto sobre ‘teoria das cordas’, algo assim, é uma canção meio diferente, não repete nada na letra, como uma conversa entre dois amigos, um liga para o outro… O cara se soltou da órbita do planeta, e teve uma visão diferente do mundo, ai no fim, conclui que está tudo interligado… É uma ideia meio assim”, pontua Freitas. A composição chama a atenção pelo lirismo e pelos bons arranjos, com guitarras apoiadas em reverbs e riffs que trazem os ecos de influências do quarteto como ‘O Terno’, Boogarins, Carne Doce, Tame Impala e ‘outras aí…’

O material conta com direção de vídeo por Lucas Klepa e captação de áudio por Thiago Franzim: “O Klepa veio com a ideia de fazermos numa sala, com elementos que se parecessem com a sala da casa de uma avó. Parece que o nome da banda meio que remete a esse cenário, achamos legal a ideia, e realmente gostamos muito do resultado. Em relação ao áudio, foi tudo captado 100% ao vivo, como tocamos nos shows. Gravamos em um ou dois takes”, cita o guitarrista William Lopes.