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Marginália

África em guerra e o genocídio pela fome

África

O Marginália essa semana fala sobre as guerras na África que não são divulgadas pelas mídias.

Vários países africanos estão na lista ONU pelo genocídio causado pelas guerras, mas a arma mais usada para matar não são fabricadas pela indústria bélica. A falta de comida e a proibição da entrada de entidades humanitárias com alimentos é responsável pela morte de milhões de pessoas em todo continente, e o número de mortos aumenta a cada ano.

No Congo, são intensos os conflitos étnicos, além das disputas por recursos naturais. A guerra civil do país teve origem em um genocídio em Ruanda, que aconteceu em 1994 e continua até hoje. A ONU estima que mais de 800 mil pessoas foram mortas apenas nesse confronto.No fim das contas, o conflito no país virou também uma guerra pelos  recursos minerais encontrados no Congo: diamantes, cobre, cobalto, ouro e nióbio.

A Nigéria émarcada pelos ataques do grupo islâmico radical BokoHaram. O objetivo do grupo é estabelecer a Sharia, lei islâmica, na Nigéria. Essa versão do Islã proíbe que os muçulmanos se envolvam ou pratiquem qualquer atividade relacionada com a sociedade ocidental, como votar em eleições, vestir camisas e calças, por exemplo.O grupo já sequestrou centenas de meninas em escolas, pois também são contra que as garotas tenham acesso à educação. Além disso tem realizado frequentes atentados e assassinatos.

A nação mais jovem do mundo, o Sudão do Sul, que se tornou independente em 2011, desde 2013 vive uma guerra civil que reflete as divisões étnicas. A ONU já alertou mesmo para a possibilidade de um genocídio, com a violência a já ter feito mais de três milhões de deslocados,, com uma população estimada em 12,5 milhões de pessoas, se não receber apoio da comunidade internacional, o país pode ficar com 5,5 milhões dos seus habitantes em risco de fome até julho.

No Iémen, os confrontos entre exército e rebeldes houtis no Norte fizeram centenas de mortos e mais de 250 mil deslocados. O país encontra-se num limbo político e em crise humanitária. Arábia Saudita e outros oito países de maioria sunita têm realizado bombardeamentos. O conflito já fez milhares de mortos e deixou os mais frágeis em risco de fome.

Em Guiné-Bissau os problemas são antigos. Partido mais votado nas últimas eleições, o PAIGC viu demitido o seu governo pelo presidente da República. Formou-se um novo executivo, com apoios de deputados dissidentes do PAIGC e do maior partido da oposição. Mas o parlamento não aprova o programa de governo e a crise prolonga-se, gerida de forma pacífica nas instâncias políticas e jurídicas nacionais.

Na playlist som de Nneka, Light in Babylon, BaianaSystem, Braza, Josyara, Kiko Dinucci, Letrux, Luiza Lian, MaWU, Negro Leo e Rakta.

Para quem quiser saber mais a ajudar basta acessar o site do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.