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La Fúria

Aborto uma questão de saúde.

A frente feminista de Londrina luta para que quem tem útero não morra mais nas situações de aborto clandestino. Lutamos para que o aborto seja atendido nos protocolos de política de saúde pública, nos protocolos do sus. Na busca de ampliar os espaços de debate a respeito da questão do aborto, na tentativa de superar o tabu acerca do aborto e fazer uma reflexão coletiva sobre essa situação, em que a defesa não é o aborto em si. A frente feminista não defende o aborto. A frente feminista defende que o aborto, a situação de aborto clandestino, a situação de abortamento inseguro, que mata e traz inúmeros problemas de saúde, que seja atendido como política pública.

A questão do aborto como a batalha final do Feminismo. O dia em que ele for visto como um procedimento de saúde entre outros e que, em lugar da redução do número de abortos, tenhamos no alvo a prevenção de gestações não planejadas, mas para o qual já conhecemos a solução, penso que o Feminismo poderá se aposentar nas Bahamas. Hoje, no entanto, os tabus que cercam o aborto ainda estão fortemente vivos – inclusive dentro do movimento feminista.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada dois dias, uma mulher morre no país, vítima de aborto clandestino, mais de 1 milhão de mulheres no país se submetem a abortos clandestinos anualmente.

Uma Pesquisa Nacional de Aborto realizada em 2010 pela antropóloga Débora Diniz e pelo sociólogo Marcelo Medeiros, mais de uma em cada cinco mulheres entre 18 e 39 anos de idade já recorreu a um aborto na vida.

Precisamos encarar o aborto como problema de saúde pública, precisamos do respaldo estatal, mesmo que seja o mínimo, mas que seja feito!