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Marginália

A grande ilha de lixo do pacífico

Essa semana no Marginália vamos falar sobre a contaminação dos mares e oceanos por nosso lixo ao som de 7 Year  Bitch, Babes in Toyland, Bikini Kill, Bratmobile, Le Tigre e Riot Propaganda.

Localizada no oceano Pacífico, uma mancha de lixo resultado do acúmulo de detritos — principalmente de plástico — é considerada uma das catástrofes ambientais produzidas pela humanidade.

Acontece que a extensão dos danos é pior do que se imaginava: a região que fica entre a costa do estado norte-americano da Califórnia e o Havaí tem um tamanho 16 vezes maior do que o estimado, com 80 mil toneladas de lixo plástico que compõem uma área de 1,6 milhão de quilômetros quadrados.

A quantidade de plástico encontrada nessa área, conhecida como a Grande Mancha de Lixo do Pacífico ou Ilha de Lixo do Pacífico, está “crescendo exponencialmente”, de acordo com os pesquisadores, que usaram dois aviões e 18 barcos para medir a poluição oceânica.

A “mancha” não é uma ilha ou uma massa única, o que faz com que alguns cientistas questionem o nome dado a ela. Ela é na realidade uma área com um grande volume de plástico, cuja concentração aumenta conforme se aproxima do centro. Os pedaços variam entre pequenos flocos a redes descartadas de pesca – que formam 46% do material, segundo a pesquisa.

O plástico está vindo provavelmente dos países do Pacífico, segundo Lebreton. Mas poderia ter origem em qualquer lugar, já que o plástico viaja por todos os oceanos e já foi encontrado até em águas do Ártico, onde pouquíssimos humanos vivem. Alguns restos provavelmente vieram do tsunami de 2011, que devastou o Japão e levou grandes quantidades de lixo para o mar, segundo o estudo.

E não o lixo plástico do desastre do Japão contamina os oceanos, o desastre nuclear de Fukushima contaminou o maior oceano do mundo em apenas 5 anos e continua despejando 300 toneladas de material radioativo por dia.