Marginália

Que preto, que branco, que índio o quê?

Essa semana o programa Marginália fala do conceito de hibridização cultural proposto por Néstor Garcia Canclini ao som de músicos que trazem em suas composições o caráter híbrido.

A noção do híbrido emerge na crítica teórica a partir da problematização da questão da representação, que ganha os seus contornos decisivos com Michel Foucault, Jacques Derrida, Gilles Deleuze e Edward Said.

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Na América Latina, por sua vez, a abrupta interpenetração e coexistência de culturas estrangeiras e dissímiles gerou processos de mesclagem que, em diferentes momentos do século XX, serão chamados de ocidentalização, aculturação, transculturação, heterogeneidade cultural, globalização e hibridismo.

É nesse contexto de tensões que Néstor García Canclini identifica o fenômeno da “heterogeneidade multitemporal”, considerado um pioneiro em estudos sobre o hibridismo das culturas latino-americanas, há décadas Canclini vem desenvolvendo pesquisas voltadas para a compreensão da cultura urbana.

Na playlist o som de Alessandra Leão, Baiana System, Cátia de França, Comadre Fulozinha, Déa Trancoso, Jurema, Mestre Ambrósio, Renata Rosa, Siba e a fuloresta, Maciel Salu e Jorge Du Peixe.

Foto: Eric Gomes/Divulgação

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