Marginália

Vamos falar de obsolescência programada

Essa semana o programa, ao som de Sá, Rodrix e Guarabyra, Filho dos livres, Vitor Ramil, Banda de Pau e Corda, Bendengo, Supercordas, Nação Zumbi e Black Alien, discute a estratégia de marketing conhecida como obsolescência programada.

Essa estratégia é a decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar, distribuir e vender um produto para consumo de forma que se torne obsoleto ou não-funcional especificamente para forçar o consumidor a comprar a nova geração do produto, mediante a redução da vida útil de um produto, para que os consumidores comprem algum outro produto mais avançado.

A obsolescência programada faz parte de um fenômeno industrial e mercadológico surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940 conhecido como “descartalização”, e é totalmente nociva ao meio ambiente, sendo considerada uma estratégia não-sustentável.

Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar ou tornem-se obsoletos em um curto espaço de tempo, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por outros produtos mais modernos.

“A forma como vivemos e nossos valores são a expressão da sociedade na qual vivemos. E a gente se agarra a isso. Não digo isso por ser presidente do Uruguai hoje. Pensei muito sobre isso. Passei mais de dez anos na solitária, tive tempo… Em 7 anos nem sequer li um livro. Tive muito tempo para pensar. E descobri o seguinte: Ou você é feliz com pouco, com pouca bagagem, pois a felicidade está em você, ou não consegue nada. Isso não é apologia da pobreza, mas da sobriedade. Só que inventamos uma sociedade de consumo, e a economia tem que crescer ou acontece uma tragédia. Inventamos uma montanha de consumos supérfluos. Compra-se e descarta-se. Mas o que se gasta é tempo de vida. Quando compro algo, ou você compra, não pagamos com dinheiro, pagamos com tempo de vida que tivemos que gastar para ter aquele dinheiro. Mas tem um detalhe: tudo se compra, menos a vida. A vida se gasta. E é lamentável desperdiçar a vida para perder a liberdade.” (Pepe Mujica)

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