Jornalismo Cultural

Croquis Urbano marca lugares de Londrina

Por Jéssica Santos com colaboração de Giovanni Porfírio

Desenhistas fazem releituras de vários pontos da cidade e se torna terapia para algumas pessoas

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Com algumas tintas na paleta de cores, um pincel e um papel é assim que Odil Ribeiro conta como funciona o Croquis Urbano Londrina. Ele, além de artista plástico, é um dos organizadores do grupo de desenhistas que se reúnem toda manhã de domingo para retratar algum ponto da cidade. Um dos encontros aconteceu no aterro do Lago Igapó e reuniu cerca de 15 pessoas.

O objetivo é registrar Londrina através de desenhos e relaxar em grupo. O desafio de pular da cama cedinho em pleno fim de semana é recompensado entre uma conversa e outra, que rende além de belos retratos, novas amizades.

Poderíamos dizer o Croquis Urbano é um grupo de desenhistas amigos a procura de novos amigos para desenhar com a gente. Todo domingo de manhã escolhemos um lugar para desenhar e pelo Facebook informamos o próximo local de encontro. Sempre são aos domingos, das 09h30 às 11h30”, explicou o organizador.

Para participar não é necessário possuir algum curso ou ter alguma técnica especial, basta apenas gostar de desenhar. A professora de arte Daniella Guarda, é a prova viva que o croqui além marcar a cidade com olhares diferentes, pode se tornar uma terapia em família. Ela conta que, assim que conheceu o movimento se apaixonou e hoje o seu filho Vinicius de 19 anos, também faz parte do grupo.

Eu trabalho como professora de arte e achei a iniciativa muito legal. Penso que além de fazer muito bem para nós do meio artístico ou não, já que há várias crianças no grupo, essa é uma maneira de trazer cultura para nossa cidade. As vezes não consigo ir, mas tenho o croqui na minha agenda. Não somente eu, mas meu filho também. Tudo isso refletiu na minha casa, uma participação familiar”, explicou Daniella.

No mês de junho, o Croqui Urbano inovou e retratou o Clube do Choro de Londrina. Adultos e crianças colocaram no papel o que viram ao som de violão, flauta, pandeiro e bandolim. Para os músicos, além da diversão, houve uma troca de experiência entre duas artes diferentes.

São duas horas que eles passam pintando, as vezes não dá tempo para terminar nesse período, já que a aquarela é complexa. Aliás, não são apenas aquarelas, algumas pessoas desenham com caneta “Bic”, lápis normal… E as 16h ele (Odil) encaminhou a aquarela pronta e foi uma troca: levamos o choro e ele levou a turma para pintar”, contou o integrante do Clube do Choro, Osório Perez.

Quem quiser saber mais sobre o movimento basta acessar a página “Croquis Urbano Londrina”, no Facebook e ficar por dentro dos encontros.

Foto: Odil Ribeiro/Reprodução

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