Jornalismo Cultural

Amamentar é um ato de AMOR

Por Giovanni Porfírio

Campanha visa destinar um espaço dentro das empresas para que as mães possam amamentar com tranquilidade


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A semana do aleitamento materno deste ano em Londrina contou com boas ideias, e uma delas foi a reserva de um espaço dentro de uma unidade da Copel do município, onde as mães podem amamentar seus filhos com tranquilidade e segurança. A empresa já conta com duas salas como esta em Curitiba e com a de Londrina, a iniciativa já coleciona três salas inauguradas em todo o Paraná. Lilian Poli é enfermeira e coordenadora da semana, e fala da importância da empresa no processo de acolhimento das mães que precisam amamentar:

Lilian: “Trabalhar a questão da amamentação é trabalhar com a diminuição da mortalidade infantil, na diminuição da violência, com a sustentabilidade. Então nós temos que pensar que para a mulher, é um direito dela mamar no peito da mãe. Então não tem local, não tem horário, essa criança precisa ser alimentada. De acordo com o Ministério da Saúde, o melhor alimento para uma criança até os 6 meses é o leite materno, então para uma mulher conseguir passar por todas essas fases, ela precisa realmente desse apoio, não só dos familiares, mas do local onde ela trabalha, e com certeza uma sala de apoio é sem dúvida um grande incentivo pra essa mulher prosseguir com a amamentação”.

Rosa Marcori faz parte do RH da Copel e explica como o espaço influencia na produtividade da mãe dentro e fora do ambiente de trabalho:

Rosa:Se você consegue ter recursos que você facilita a vida desta mãe, e você proporciona que a criança receba o leite materno, consequentemente você vai ter uma mãe mais tranquila, uma mãe mais focada no trabalho, porque ela vai estar com a cabeça dela mais focada. O bebê vai estar com uma saúde melhor cuidada, porque a gente sabe da importância do leite materno, isso a gente nem precisa descrever muito aqui, e consequentemente essa criança vai adoecer menos, e a mãe vai ter que se ausentar menos. Então assim, é um ganho muito grande para todos, para a mãe, para a criança, para a sociedade, para a empresa. É um investimento que a empresa faz que ele com certeza tem retorno”.

Uma das beneficiadas pelo projeto é Érica Salvador, que trabalha há 7 anos na empresa. Ela é técnica comercial da Copel, e fala que além do espaço cedido, ainda possui todos os seus direitos garantidos:

Érica: “Importância para a tranquilidade da mãe. Ela vai voltar a trabalhar e vai saber que ela vai ter um espaço onde vai ter privacidade, conforto, para fazer a ordenha do leite e ter a certeza que no outro dia seu filho vai ter o seu leite para receber em casa pelo cuidador, pelo pai, ou quem fica com a criança no momento de trabalho. Nós somos muito privilegiadas, por conta do tempo que a gente pode ficar em casa (6 meses), e depois quando a gente volta, no 7º mês, a gente tem uma redução de jornada de 2 horas por 60 dias. E o bebê continua mamando no peito, ainda tem o direito da CLT também, de reduzir também por mais uma hora até o bebê completar um ano. Então aqui a gente encontra esse acolhimento, esse respeito, a necessidade da mãe. E em momento nenhum a gente se sente exposta pela empresa ou pelo empregador, por precisar fazer a ordenha, por ter tido filho, por ter ficado um tempo fora. Então cobrança nós não temos. A gente encontra bastante acolhimento aqui sim, um retorno”.

A projeto pretende se expandir para as cidades de Maringá, Cascavel e Ponta Grossa.

Foto: Giovanni Porfírio

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