Jornalismo Cultural

20 anos de Cherry Bomb

Por Giovanni

Banda Londrinense volta aos palcos 20 anos depois

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A Cherry Bomb faz 20 anos em 2016 e volta agora para um show inédito na cidade! O vocalista da banda Rodrigo Amadeu, conta para nós um pouco mais sobre a formação da banda:

“ Na verdade a gente começou a banda há 20 anos atrás, mas na real veio muito antes disso! A gente começou a tocar junto em 1994 e em 1996, no começo, a gente ficou em trio. De 96 à 2006, tiveram algumas mudanças de formação, a gente lançou os CDs e a gente fez o LP, e os materiais. Foram 4 CDs, um LP e uma fita cassete, que é a primeira. ”

O vocalista fala um pouco sobre as influências da banda:

“O Farenheit sim, o Hard Money sim, também no começo, porque foram os primeiros shows que a gente começou a ver, a gente achava bem legal. ”

Rodrigo conta como foi voltar a cantar depois de tanto tempo:

“Porque a gente aprendeu a tocar junto, os mesmos caras que tão agora são os mesmos caras que estavam juntos em 94… Eu acho que quando você aprende a tocar junto, vai sempre rolar uma química. Eu lembro que eu cheguei a gente foi direto ensaiar, as três primeiras músicas tavam estranhas, depois fluiu como sempre. ”

Rodrigo já adianta um pouco sobre o grande show no próximo sábado, dia 14, no Cemitério de Automóveis:

“Vai ser o repertório clássico, tem uma banda de abertura, o Zelador, que são amigos nossos…e vai rolar uma playlist bem legal com todas as músicas que influenciaram a gente. ”

O vocalista conta como foi a aceitação da banda fora de Londrina:

“Olha, os festivais que a gente tocou foram bem legais, aceitação foi bem massa. Mas toda vez que a gente ia tocar em São Paulo, Curitiba, sempre tinha uma galera que ia ver a gente. A gente sempre acabava fazendo amigos, amizade com outras bandas e tal… Mas sempre foi legal tocar fora. Não era como aqui, mas sempre foi bacana. ”

Rodrigo fala da dificuldade do mercado autoral aqui no Brasil:

“É que eu acho que já envolve mercado, dinheiro, coisa e tal. Mas as pessoas se esquecem de que quando você toca cover de uma banda, essa banda tava lá um dia passando fome, tocando música própria, ou sendo vaiado, tocando pra ninguém né. ”

Sobre o momento inicial da carreira, Rodrigo lembra com nostalgia.

“No começo era bem legal, porque a gente era adolescente, é um pouco mais tosco. Mas era a energia que rolava, a galera, aquela coisa de molecada, de ir muita gente ver, e todo mundo dançar, era muito massa. Isso eu tenho boas lembranças. Depois voltou a formação original, eu tenho boas lembranças porque aqui em Londrina sempre teve público. E a galera sempre ia pra curtir mesmo, tocar as músicas, rolava uma cena legal assim, em volta da banda. ”

 Sobre o futuro, ele afirma que, apesar da maturidade, o grupo não pretende parar de tocar:

Se for pra não tocar ou continuar tocando, isso vai acontecer naturalmente. Acho melhor deixar rolar. A gente tem outras responsabilidades hoje em dia. Os caras são pais, tem trabalho, todo mundo tem família. Hoje em dia, as coisas são um pouco mais restritas, né?”

O show terá aproximadamente uma hora de duração e contará com 20 músicas, começando às 22h. O ingresso antecipado custa R$ 20 reais e está à venda na Sonkey (rua Souza Naves, número 9). No dia (14/05), o valor sobe para R$ 25.

“É sábado agora na Vila Cultural Cemitério de Automóveis, vai ter discotecagem, as bandas, muito rock’n roll. ”

Ouça a matéria radiofônica e saiba mais sobre o grupo!

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